Aconselhamos a leitura deste artigo publicado hoje no jornal Público, na secção do bem-estar, Dicionário dos Alimentos. O referido artigo é da responsabilidade do Nutricionista, Dr. Pedro Carvalho.
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Novembro chegou...
05:03 |
Novembro é um mês de transição do calor para o frio. Ainda sentimos o sol, ainda lhe sentimos o calor, mas percebemos que está perto a estação dos frios e das chuvas. Felizmente, sem grandes rigores, comparando com outros onde em Novembro já não se fala de chuva mas sim de neve.
Quando falamos em prazeres de Outono, estamos, a maioria de nós, a referir as castanhas assadas que nos preenchem o paladar, já bem estimulado pela tradição.
O que sabemos nós sobre as castanhas? Que são assadas em fogareiros próprios por "homens das castanhas" que percorrem as ruas das cidades a anunciar "quentes e boas". E mais?
Para sabermos mais, aconselhamos um artigo publicado na internet pela Câmara Municipal de Mirandela e que nos fala de todo o valor da castanha....
Vamos ler!
"Com o Outono chegam as castanhas assadas. Sabia que as castanhas, que actualmente são quase um pitéu, tiveram, noutros tempos, uma enorme importância na dieta dos portugueses? No século XVII, eram mesmo um dos produtos básicos da alimentação dos beirões e transmontanos, chegando, se necessário, a substituir o pão ou as batatas.
A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - Castanea sativa - foi introduzida na Europa há cerca de três mil anos. Contudo, no livro de Jorge Lage, "Castanea...", no sub-capítulo, "O castanheiro em Portugal", na página 35, ao citar o mais importante botânico nacional vivo, Prof. Jorge Paiva, refere-se que os estudos polínicos levados a cabo na Serra da Estrela provam o contrário, apontando para uma data bem mais recuada, e hoje é considerada uma árvore autóctone.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio.
As castanhas são comidas assadas ou cozidas com erva-doce. Mas, antes de cozinhadas, deve-se retalhar a casca. Como se pode ver no quadro, têm bastante água e, quando são aquecidas, essa água passa a vapor. A pressão do vapor vai aumentando e "empurrando" a casca e, se esta não tiver levado um golpe, a castanha pode explodir.
O amido é uma reserva de energia das plantas e existe, sobretudo, nas raízes e nas sementes. Surge com uma estrutura coesa e organizada, com zonas cristalinas e outras amorfas, chamada grânulo.
Quando cozinhamos alimentos com elevadas percentagens de amido um dos objectivos é torná-los digeríveis. A frio, a estrutura do amido mantém-se inalterada. Mas, quando é aquecido na presença de água (e a castanha contém água na sua constituição), grandes modificações ocorrem. A energia térmica introduzida enfraquece as ligações entre as moléculas do amido, a estrutura granular "relaxa" e alguma água penetra no interior dos grânulos, que incham, formando um complexo gelatinoso com a água. É isto o que acontece quando cozinhamos castanhas e lhes altera a textura.
A recolha de dados para este trabalho centralizar-se-á sobretudo na excelente obra de Jorge Lage «Castanea – Uma Dádiva dos Deuses», cuja publicação teve o apoio das Câmaras Municipais de Valpaços e de Mirandela.
Existem várias espécies de castanha. Em Bragança as mais comuns são a camarinha, a judia, e a longal ou enxerta.
A castanha tem aplicações na medicina. As folhas, a casca, as flores e o fruto têm sido utilizados devido às suas propriedades curativas e profiláticas, adstringentes, sedativas, tónicas, vitamínicas, remineralizantes e estomáquicas.
Pelo seu valor nutritivo e energético, era utiliza outrora em vários estados de mal-estar e doença. É também tónica, estimulante cerebral e sexual, anti-anémica (castanha crua), anticéptica e revitalizante. Para afinar as cordas vocais e debelar a faringite e a tosse nada melhor do que gargarejos com infusão de folhas de castanheiro ou de ouriços.
A castanha constitui um tema para ditos, lengalengas, canções, quadras e contos populares, sobretudo no Nordeste Transmontano.
Em Mirandela usa-se o termo muchetar as castanhas, cortar com a faca antes de serem cozidas ou assadas. Por associação, levar um muchete é levar um apertão com os dois primeiros dedos da mão, geralmente dados por rapazes ou homens atrevidos a raparigas e mulheres néscias e que pode ser o começo de “entradas mais audazes”.
As castanhas assadas e descascadas ou peladas tomam o nome de bilhós (bullós em galego)."
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A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - Castanea sativa - foi introduzida na Europa há cerca de três mil anos. Contudo, no livro de Jorge Lage, "Castanea...", no sub-capítulo, "O castanheiro em Portugal", na página 35, ao citar o mais importante botânico nacional vivo, Prof. Jorge Paiva, refere-se que os estudos polínicos levados a cabo na Serra da Estrela provam o contrário, apontando para uma data bem mais recuada, e hoje é considerada uma árvore autóctone.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio.
As castanhas são comidas assadas ou cozidas com erva-doce. Mas, antes de cozinhadas, deve-se retalhar a casca. Como se pode ver no quadro, têm bastante água e, quando são aquecidas, essa água passa a vapor. A pressão do vapor vai aumentando e "empurrando" a casca e, se esta não tiver levado um golpe, a castanha pode explodir.
O amido é uma reserva de energia das plantas e existe, sobretudo, nas raízes e nas sementes. Surge com uma estrutura coesa e organizada, com zonas cristalinas e outras amorfas, chamada grânulo.
Quando cozinhamos alimentos com elevadas percentagens de amido um dos objectivos é torná-los digeríveis. A frio, a estrutura do amido mantém-se inalterada. Mas, quando é aquecido na presença de água (e a castanha contém água na sua constituição), grandes modificações ocorrem. A energia térmica introduzida enfraquece as ligações entre as moléculas do amido, a estrutura granular "relaxa" e alguma água penetra no interior dos grânulos, que incham, formando um complexo gelatinoso com a água. É isto o que acontece quando cozinhamos castanhas e lhes altera a textura.
A recolha de dados para este trabalho centralizar-se-á sobretudo na excelente obra de Jorge Lage «Castanea – Uma Dádiva dos Deuses», cuja publicação teve o apoio das Câmaras Municipais de Valpaços e de Mirandela.
Existem várias espécies de castanha. Em Bragança as mais comuns são a camarinha, a judia, e a longal ou enxerta.
A castanha tem aplicações na medicina. As folhas, a casca, as flores e o fruto têm sido utilizados devido às suas propriedades curativas e profiláticas, adstringentes, sedativas, tónicas, vitamínicas, remineralizantes e estomáquicas.
Pelo seu valor nutritivo e energético, era utiliza outrora em vários estados de mal-estar e doença. É também tónica, estimulante cerebral e sexual, anti-anémica (castanha crua), anticéptica e revitalizante. Para afinar as cordas vocais e debelar a faringite e a tosse nada melhor do que gargarejos com infusão de folhas de castanheiro ou de ouriços.
A castanha constitui um tema para ditos, lengalengas, canções, quadras e contos populares, sobretudo no Nordeste Transmontano.
Em Mirandela usa-se o termo muchetar as castanhas, cortar com a faca antes de serem cozidas ou assadas. Por associação, levar um muchete é levar um apertão com os dois primeiros dedos da mão, geralmente dados por rapazes ou homens atrevidos a raparigas e mulheres néscias e que pode ser o começo de “entradas mais audazes”.
As castanhas assadas e descascadas ou peladas tomam o nome de bilhós (bullós em galego)."
Dia Mundial da Alimentação2011
16:02 | Etiquetas: Comemorações
Outras das atividades organizadas pela Educação para a Saúde no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Alimentação2011 foi o fornecimento de leite gratuito aos alunos, de 17 a 28 de Outubro, no bufete da EB D. Pedro Varela.
A referida atividade teve como objetivo s suprir algumas necessidades alimentares dos mais necessitados, e promover o aumento de consumo deste laticíneo, considerado um dos alimentos mais completos, cujo consumo remonta aos nossos antepassados do período do Neolítico, à cerca de 6000 a. c.
O principal componente do leite é a água, possuindo também glúcidos, lípidos, proteínas de alto valor nutritivo, vitaminas A, B, D e minerais, nomeadamente o cálcio e o fósforo.
O consumo regular de leite é aconselhável em todas as faixas etárias.
Na infância e na adolescência é imprescindível a ingestão diária de leite e/ou derivados para assegurar um crescimento normal, ossos e dentes saudáveis, devido ao seu teor em cálcio e fósforo, e à vitamina D responsável pela fixação do cálcio.
No desenvolvimento desta atividade contámos com o apoio da empresa o Azeiteiro, para quem enviamos os nossos calorosos agradecimentos.
Palestra " Desperdícios Alimentares"
08:48 | Etiquetas: Voluntariado
A palestra realizou-se no dia 18 de Outubro, na biblioteca da EB D. Pedro Varela, nas turmas do 6ºC e 6ºF, e foi dinamizada pelo Banco Alimentar Contra a Fome, com os seguintes objetivos: consciencializar para uma correta utilização dos alimentos, reduzindo os desperdícios, e sensibilizar para a participação em campanhas de voluntariado a favor dos mais desfavorecidos.
Durante a ação recordou-se os ideais de John Van Hengel, que em 1967 fundou o primeiro Banco Alimentar, no Arizona, com base na ideia de "ir buscar onde sobra para entregar onde falta".
A grande experiência do preletor, o vasto conhecimento das várias etapas de funcionamento do Banco, desde o abastecimento até à distribuição, sem esquecer o voluntariado, foram matérias que captou com entusiasmo o interesse de todos os presentes.
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Palestra "Comer Bem, Para Viver Mais e Melhor"
16:49 | Etiquetas: Comemorações
Palestra "Comer Bem, Para Viver Mais e Melhor"
O projeto de Educação para a Saúde organizou a palestra ""Comer Bem, Para Viver Mais e Melhor", integrada nas comemorações do Dia Mundial da Alimentação, dinamizada pelas Enfermeiras Carla Giro e Paula Friães, contando-se igualmente com a presença da delegada de saúde, Drª Rosa Freitas da UCC MontijoAlcochete.
A palestra realizou-se no dia 17 de Outubro de 2011, na biblioteca da EB D. Pedro Varela, e envolveu quatro turmas: 6º E, 6º I, 6º K e 5º H.
A palestra realizou-se no dia 17 de Outubro de 2011, na biblioteca da EB D. Pedro Varela, e envolveu quatro turmas: 6º E, 6º I, 6º K e 5º H.
Durante a atividade foram abordados, uma vez mais, os princípios contidos na Roda dos Alimentos e fornecidos conselhos práticos, com o objetivo de promover uma alimentação racional, isto é,uma alimentação completa, equilibrada e variada, adequada à faixa etária das nossas turmas.
Durante esta semana foi também distribuída uma Carta aos Pais/Encarregados de Educação da escola sede, elaborada pela equipa de saúde escolar da UCC MontijoAlcochete, com conselhos sobre alimentação saudável e regras de alimentação em família, iniciativa que mereceu elogios da Associação de Pais da referida escola
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Dia Mundial da Alimentação
03:15 | Etiquetas: Dias de...
Ao longo da Semana, organizadas pela Educação para a Saúde, em articulação com a Área Disciplinar de Ciências da Natureza e a Biblioteca Escolar, realizaram-se diversas actividades para sensibilizar os mais novos para a importância de uma alimentação saudável e equilibrada.
Uma das iniciativas foi esta exposição de trabalhos, elaborados por alunos de Ciências da Natureza de sexto ano, alusivos à Roda dos Alimentos, "representação gráfica criada em Portugal em 1977, no âmbito da Campanha de Educação Alimentar "Saber comer é saber viver", que ajuda a escolher e combinar os alimentos que deverão fazer parte da alimentação diária".
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